sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Vincent Rosenblatt - Fotógrafo francês radicado no Rio, o mais novo artista representado pela Casa Galeria






Projeção de foto de Vincent Rosenblatt em baile funk - Rio de Janeiro
Exposição de Vincent Rosenblatt na Maison Européene de la Photographie - Paris
Exposição de Vincent Rosenblatt na Maison Européene de la Photographie - Paris
Publicação em revista alemã
Publicação em revista italiana
Exposição de Vincent Rosenblatt na Maison Européene de la Photographie - Paris



Rio Baile Funk!

Publicação

Exposição de Vincent Rosenblatt na Maison Européene de la Photographie - Paris

Série de Vincent Rosenblatt sobre o Carnavao do Rio




Texto de Andrea Mendes sobre o trabalho de Vincent Rosenblatt, opinião pessoal, e não um texto distante de curadoria:
Estive ontem no ateliê do Vincent Rosenblatt no Rio de Janeiro, e tive uma enorme surpresa. E olha que já conhecia Vincent, seu trabalho e o do grupo de fotógrafos Olhares do Morro desde 2007, quando expusemos juntos, no Festival de fotografia Foto Arte de Brasília, e desde aquela época, tanto o trabalho do Vincent quanto o trabalho do Coletivo de fotógrafos, moradores de comunidades no Rio, O Olhares do Morro, já tinham me impressionado imensamente. Porém, eu ainda não tinha visto a enorme quantidade, e nem existiam tantos trabalhos há 8 anos atrás realizados, como existem hoje. Mas, o que mais me impressionou foi a dedicação de um artista francês a um tema tão brasileiro e tão discriminado, como é o Funk, manifestação da nossa cultura popular, que sofre MESMO muita discriminação, e que tem, claro, como todas as manifestações culturais e humanas, seus problemas e questões, porém, o Funk é visto apenas como antro de perdição, diferente do Carnaval, onde acontecem também muitos excessos sexuais, mas que já é aceito pela mídia e pela sociedade, uma vez que é um dos cartões de visita do Brasil no mundo, e aqui mesmo, e as pessoas compram fotografias de Carnaval sem nenhum preconceito, eu mesma as vendo.
Pessoalmente, já escutei muitos relatos sobre os perigos do baile funk, sobre a promiscuidade que dizem acontecer por lá, pois nunca fui, só posso falar do que ouço, e acredito nas pessoas, não estou desmentindo nada aqui, e também já pensei a respeito, e concordo que essas coisas precisam mesmo ser comentadas, e me preocupo pessoalmente também, inclusive por ser psicóloga, e pensar muito sobre nossos jovens e seus comportamentos. Porém, o Baile Funk é uma realidade, e uma manifestação de arte popular fortíssima no Brasil, e merece ser discutido com respeito e atenção, e é preciso sim falar sobre ele, e mesmo questionar seus perigos, mas creio ser possível, e necessário, ver também as suas belezas, as pessoas que produzem os bailes, os cantores e compositores de Funk, os frequentadores dos bailes, que não são apenas os moradores das comunidades onde alguns acontecem, pois muitos acontecem no asfalto, na cidade, e tudo o que acontece nos bailes, que é frequentado por jovens e adultos de todos os bairros e classes sociais, acontece também no mundo, a promiscuidade sexual é um tema da vida, e o sexo é uma força muito poderosa sim, só existimos porque nossos pais fizeram sexo, e tudo é, me parece, muito hipócrita em torno do Baile Funk, as drogas não são mais consumidas em bailes Funk do que são em Ipanema ou em São Paulo, ou na India, ou entre os nossos políticos e empresários, e psicólogos e artistas, e essa discussão pode e deve ser aberta a sociedade, mas essa teima em discrimirar os guetos mais desfavorecidos, como se só lá existissem excessos sexuais e drogas, isso é mentira, o que são os grupos de axé, que inspiram crianças a usar roupas curtíssimas e saírem rebolando por aí e as mães acham isso ok, sem problemas? Já se uma criança cantar um proibidão do Funk, a mamãe ficará horrorizada. Não defendo aqui que uma criança cante essas músicas, denuncio aqui que elas cantam axés muito sexuais, e pouca gente estranha. Eu estranho isso demais.
Ainda assim, o que mais me emocionou no trabalho do Vincent, e no próprio artista, foi o seu olhar humano para nossas comunidades menos, muito menos, sejamos honestos, favorecidas financeiramente, e que, ainda assim sobrevivem e criam suas manifestações de arte e dançam, e lá, nos bailes que Vincent entrou de lado, com cuidado, e lembremos que ele é um artista estrangeiro, e teria teoricamente mais dificuldade ainda de ser aceito pelas comunidades, porém ele se encantou por NOSSA cultura popular, e pediu com tanto interesse e honestidade, para entrar nos bailes como fotógrafo, que conseguiu passar de pedinte para convidado, e acabou se tornando fotógrafo oficial de baile funk no Rio e produziu uma obra histórica, esteticamente deslumbrante, comprometida, séria e respeitosa com as pessoas envolvidas, e ele apenas fez isso, por ver mesmo essas pessoas como pessoas, como cidadãos e cidadãs brasileiras, que trabalham as semanas inteiras, muitos deles, mas nem todos, pois muito mauricinho e patricinha, e muitas pessoas ditas comuns também, frequentam os bailes, e Vincent, por ter um olhar verdadeiramente livre de preconceitos, pode ser aceito e depois bem vindo nos Bailes Funk do Rio de Janeiro, que viraram a sua casa, e produziu um retrato social lindíssimo, amoroso, sério, sem pieguisse nenhuma, e valorizou a beleza dos corpos suados dos brasileiros e brasileiras, tão admirados no Carnaval e tão discriminados nos Bailes Funk.
Discutamos sim sobre os excessos sexuais e seus perigos, mas façamos isso na sociedade INTEIRA! Pois tudo o que acontece nos bailes acontece na vida, e falemos sobre os perigos da vulgaridade sim, mas olhemos também para nossos morros, onde o nosso carnaval tão valorizado também é produzido, olhemos para as pessoas mais desfavorecidas financeiramente, que servem os ricos e ganham muito menos do que merecem, com o mesmo respeito que o Vincent Rosenblatt olha, e aproveitemos esse trabalho primoroso que ele fez.
Eu, Andrea Mendes, saí do ateliê dele com essa sensação ótima e agradecida a ele, e a vida, por me mostrar seu olhar estrangeiro e generoso sobre o nosso Brasil, que nós mesmos não temos.
Obrigada Vincent, e seja bem vindo a Casa Galeria, eu tenho muita alegria e orgulho, embora eu tenha reservas com essa palavra, de representar você e de apresentar um olhar honesto e de artista genial que você é, aqui na minha Casa Galeria.
Essa obra do Vincet está na Coleção da Maison Européene de la Photographie, que é uma das mais importantes coleções e instituições dedicadas a fotografia no mundo, e aqui no Brasil, não sinto que esse artista tenha o merecido reconhecimento, ainda. Estou fazendo a minha parte. Com sinceridade.
Andrea Mendes Agosto de 2015

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Alberto Lopes - Fotógrafo, filósofo e laboratorista representado pela Casa Galeria



































Alberto Conceição Lopes da Cruz

albertolopesphotos@gmail.com

Formação
 Bacharel em Filosofia. UFSJ – Universidade Federal de São João Del Rei, conclusão em 2011.
Experiência
 2013-2014-2015 – Assistente de Produção Cultural – SESI Tiradentes - Centro Cultural Yves Alves.
 2013-2014-2015 – Assistente de Coordenação – Projeto de Educação Patrimonial – IHGT/BNDES.
 2013-2014-2015 – Fotógrafo – Alberto Lopes Photos
 2015 – Printer – CMAP Laboratório de Impressão
Atividades adicionais
 Exposição individual – “Rock: 54 Anos de Arte”
(Julho 2008)
 Projeto de Vídeo Cine Aberto – Cidades Digitais
(Agosto 2008 a Setembro 2009)
 Exposição individual – “Comics”
(Abril 2010)
 Montagem de exposição no Festival de Fotografia Foto em Pauta
(Fevereiro 2011 - Voluntário)
 Exposição individual – “Exposição Fotográfica Estação das Brumas”
(Julho 2011)
 Exposição coletiva – “Artistas de Tiradentes”
(Agosto 2011)
 Monitoria na exposição Inimá de Paula
(Fevereiro 2012)
 Montagem de exposição no Festival de Fotografia Foto em Pauta
(Março 2012 – Voluntário)
 Montagem e monitoria na Exposição Brasil Indígena – Herança e Arte (Abril 2012)
 Exposição coletiva – “Diálogo de Imagens”
(Agosto 2012)
 Produção de evento – Festival de Fotografia Foto em Pauta
(Março 2013)
 Produção Fotográfica – Publicação O Gosto da Memória – Projeto de Educação Patrimonial (Novembro 2013 a Janeiro 2014)
 Montagem de exposição no Festival de Fotografia Foto em Pauta
(Março 2014 - Voluntário)
 Produção de evento – Festival de Fotografia Foto em Pauta
(Março 2015)
 Tratamento de imagens e adaptação de textos – Publicação Recortes de Memórias – Projeto de Educação Patrimonial – IHGT/BNDES
(Junho 2014 a Abril 2015)
 Curadoria, impressão de fotos e montagem da Exposição Recortes de Memórias – Projeto de Educação Patrimonial – IHGT/BNDES
(Abril 2015)